carta de b.

amigo,
que importância?
às vezes acredito que muita
às vezes que nada
As coisas, agora, me ouve:
tenho os olhos abertos
e tudo gira tão depressa
sei
tenho os olhos fechados.

é difícil estar no mundo
(sera que sempre?)
grande demais
rotinas muitas
aqui posso ser toda
em partículas, amigo
capaz de algo mais
do que o agora

é um espelho enferrujado
a tua existência.

verdade que envelhecemos?
será justo
assim
ainda
um espirito qualquer que fale conosco?
minhas pernas andam
cansadas
tola barriga que sempre caiu sobre a cabeça fraca
tenho medo de acordar
de chegar a hora para sempre
olho pro sol apressado
vejo absurdo
vejo beleza
uma garrafa do lado da minha cama
e nas primeiras linhas chorei
de tristeza, melancolia e saudade.
Mas dividiria contigo
um abraço
forte,
apertado,
demorado.
escreve.

-2018

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